Um movimento incomum chamou atenção em frente ao prédio da Oncologia do Hospital Adventista Silvestre neste mês de novembro. Em um ambiente em que as mãos costumam ser protagonistas no cuidado com a vida, foram os pés que entraram em campo. O hospital promoveu um Campeonato de Embaixadinhas que, além de entreter colaboradores e arrancar risadas, abriu espaço para uma conversa urgente: a importância da saúde do homem.
A iniciativa trouxe leveza ao cotidiano hospitalar e uniu integração e propósito. Entre treinos e torcida improvisados, cada toque de bola se transformou em oportunidade para falar sobre prevenção, autocuidado e sobre os preconceitos que ainda afastam muitos homens do consultório. A ação fez parte das atividades de conscientização do Novembro Azul, reforçando que informação e acolhimento também salvam vidas.
O grande destaque da disputa foi Glauber Santos, campeão da competição ao alcançar a marca de 330 embaixadinhas em apenas dois minutos. “Aprendi que não devemos esperar chegar o mês de novembro pra ir ao hospital. Precisamos nos cuidar. Eu fiquei surpreso em vencer, estava nervoso na hora, mas deu tudo certo”, afirmou o colaborador, que também é professor de uma escolinha de futebol na comunidade.
Para o urologista Vinícius Ribeiro, que ministrou uma palestra sobre o tema, vencer tabus é essencial para que os homens procurem ajuda a tempo. Segundo ele, romper barreiras culturais e enfrentar o medo do diagnóstico é o primeiro passo para prevenir doenças graves. “O preconceito continua sendo o principal motivo que impede muitos homens de buscar cuidado, seja para o câncer de próstata, hipertensão, diabetes ou outros problemas de saúde”, afirmou o médico.
O momento mais emocionante da ação foi protagonizado por Aluízio Figueiredo, taxista e ex-paciente do Hospital Adventista Silvestre. Vitorioso na luta contra um câncer na coluna e na próstata, ele recebeu aplausos ao compartilhar sua história de superação. Sua presença reforçou, na prática, o valor da prevenção e serviu de inspiração para os colaboradores, que ouviram atentos seu recado sobre nunca ignorar sinais do corpo e buscar atendimento o quanto antes.
“Não escondi, não me calei. Dividi tudo com a minha família, sem vergonha. E essa coragem de falar me ajudou a enfrentar a doença e sair vitorioso”, declarou o senhor Aluízio.













