Texto: Patrícia Ferreira
Fotos: Arquivo HAS
Rio de Janeiro – Setembro marca uma campanha fundamental: o Setembro Verde, dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos no Brasil. No Hospital Adventista Silvestre, a importância desse gesto solidário se reflete em resultados concretos. Apenas entre janeiro e agosto de 2025, já foram realizados 44 transplantes de fígado e 15 de rim, mantendo a média anual de aproximadamente 120 transplantes e reafirmando a instituição como referência nacional na área. Resultados como esses só são possíveis graças à generosidade de quem decide doar. A doação é sempre o primeiro passo.
A instituição é oficialmente reconhecida como pioneira mundial em transplantes de pâncreas, além de manter atuação robusta em outras modalidades, como fígado e rim. A equipe multidisciplinar conta com cerca de 40 profissionais especializados, incluindo cirurgiões, nefrologistas, endocrinologistas, enfermeiros, psicólogos, entre outros. Parte desse time passou por capacitações internacionais, em países como a Noruega, trazendo ao Brasil as melhores práticas em transplantes e cuidados pós-operatórios.
A atuação da equipe médica também tem sido fundamental para garantir qualidade, segurança e confiança nos processos de transplante realizados no hospital. Nesse contexto, o Dr. Pedro Túlio Monteiro de Castro e Abreu Rocha destaca a importância da avaliação cuidadosa dos pacientes e do compromisso da equipe com a excelência.
“Desde 2011, o Hospital Adventista Silvestre lidera o número de transplantes renais com doador vivo no Estado do Rio de Janeiro. O procedimento é seguro para o doador, desde que seja antecedido por uma avaliação rigorosa e individualizada. Esse é um dos grandes diferenciais da nossa equipe”, destaca o Dr. Pedro Túlio, nefrologista com atuação em transplante renal no HAS.

Um gesto que salva vidas
O Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado em 27 de setembro, reforça a importância de se discutir o tema com a sociedade. Segundo o Ministério da Saúde, uma única pessoa pode beneficiar até 10 pacientes com a doação de múltiplos órgãos e tecidos, como coração, rins, fígado, pâncreas, pulmões e córneas.
“Durante o Setembro Verde reforçamos nosso compromisso com a valorização da vida, o respeito ao próximo e a excelência médica, convidando a sociedade a refletir sobre a importância de dizer sim à doação de órgãos. Um gesto de solidariedade que pode transformar a dor em esperança e garantir um novo capítulo na vida de quem aguarda por uma segunda chance”, ressalta Cristian Denis da Silva, diretor geral do Hospital Adventista Silvestre.
Entretanto, a desinformação e a falta de diálogo ainda são entraves. No Brasil, a doação de órgãos depende exclusivamente do consentimento familiar — por isso, é fundamental comunicar em vida o desejo de ser doador. Atualmente, a taxa de negativa familiar é de cerca de 40%.
“Essa conversa precisa acontecer dentro de casa. Muitos ainda acreditam que a decisão é individual, mas, na prática, é a família quem autoriza. É um gesto que transforma o luto em esperança”, reforça o Dr. Felipe Mello, cirurgião de transplante de órgãos abdominais com 15 anos de experiência no Silvestre.
História

realizado no Hospital Adventista Silvestre.
Com uma trajetória marcada por pioneirismo, o Hospital Adventista Silvestre foi cenário do primeiro transplante de pâncreas do mundo, realizado em 1968 pelo professor Edison Dias Teixeira. O paciente, Arari Charbel Rios, sofria de diabetes, magreza extrema e cegueira. O feito colocou a instituição na vanguarda da medicina brasileira e mundial, tornando o Dr. Teixeira o primeiro brasileiro a integrar a Sociedade Internacional de Transplantes de Órgãos.
“Eu cheguei ao Hospital Adventista Silvestre no fim do meu 6º ano de Medicina, em dezembro de 1970. Naquela época, o transplante realizado aqui era assunto em todo o Rio de Janeiro. Foi um momento marcante, que mostrou a força da inovação e a relevância deste hospital para a história da saúde no Brasil”, relembra o Dr. Carlos Gonçalves da Silva, médico anestesiologista com mais tempo de atuação no HAS.
Filosofia Adventista
O Hospital Adventista Silvestre integra uma rede internacional de saúde vinculada à Igreja Adventista do Sétimo Dia, cuja atuação no setor hospitalar teve início em 1866, em Battle Creek (EUA). A filosofia da instituição promove um cuidado integral à saúde — físico, mental, espiritual e social —, com base em princípios que valorizam a longevidade e o bem-estar.
Um exemplo marcante é a cidade de Loma Linda, na Califórnia (EUA), lar de uma das maiores populações de centenários do mundo, composta em sua maioria por adventistas. A comunidade foi destaque em um documentário da Netflix sobre as “Zonas Azuis” — regiões onde as pessoas vivem mais e com melhor qualidade de vida. Parte desse segredo está nos chamados “8 remédios da natureza”, pilares da filosofia adventista: alimentação saudável, atividade física, hidratação, luz solar, temperança, ar puro, descanso e confiança em Deus.
Assessoria de Imprensa do Hospital Adventista Silvestre
Contato: (21) 3034-3009



