Na última semana, o Núcleo de Capacitação e Pesquisa do Hospital Adventista Silvestre promoveu uma palestra sobre os choques geracionais no ambiente profissional. O encontro, conduzido pela palestrante Rita Rebello, especialista em gestão de pessoas, inteligência emocional, psicologia positiva, liderança e gestão organizacional, destacou de forma leve e dinâmica as diferenças entre as gerações que hoje convivem e colaboram nas instituições — dos baby boomers até a geração Beta.
Durante a apresentação, Rita Rebello explorou as características marcantes de cada geração e como essas particularidades influenciam o comportamento, a comunicação e a maneira de encarar o trabalho. Com exemplos práticos do cotidiano hospitalar, a palestrante mostrou como o reconhecimento e o respeito às diferentes visões de mundo podem fortalecer os vínculos entre equipes, além de favorecer um ambiente mais cooperativo e produtivo.
“Choque geracional só vira conflito quando falta comunicação, a gente precisa falar o que pensa, não de forma grotesca, mas assertiva, pensou… fala, conversa! Não impondo, a imposição não pode ser feita, principalmente com as novas gerações. As diferenças podem se tornar grandes oportunidades quando há respeito e diálogo. Cultivar a empatia é essencial”, afirmou a palestrante.
A atividade foi voltada para dois públicos de líderes, com uma turma participando pela manhã e outra à tarde, permitindo maior alcance entre os setores da instituição. A proposta do Núcleo de Capacitação e Pesquisa foi proporcionar um espaço de aprendizado e troca de experiências, reforçando a importância da empatia e da escuta ativa na gestão de equipes multigeracionais.
Com uma abordagem descontraída e inspiradora, a palestra gerou reflexões sobre como transformar os choques de gerações em oportunidades de crescimento coletivo. Para a gerente de hotelaria do HAS, Alessandra Motta, participar da palestra ampliou sua forma de enxergar as diferenças entre os perfis de profissionais no ambiente de trabalho, pois muitas situações que aparentam “conflitos”, na verdade, são resultado de histórias, valores e experiências diferentes.
“O que mais chamou a atenção foi entender que não existe uma geração melhor ou pior: todas têm pontos fortes importantes. Enquanto algumas trazem mais experiência e estabilidade emocional, outras contribuem com inovação, agilidade e novas formas de pensar. O grande desafio é transformar essas diferenças em melhoria, e não em disputa. Precisamos ouvir mais, julgar menos e criar espaços onde ideias diversas possam conviver. Cada geração tem algo valioso a oferecer — e quando compreendemos isso, o trabalho se torna mais leve, produtivo e respeitoso”, comentou a gerente Alessandra.












